Comentários ao Evangelho de S. João, Apostolus Iesum Christum

Fonte: Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus

Prólogo

Versículos
1-5:

Em nosso tempo, a razão divorciou-se da crença. Isso é uma grande tolice! Uma ideia implantada pelas autoridades seculares, que julgaram, por bem, legislar sobre o que devemos, ou não, crer. Escolhendo a Ciência, portanto; como produto da razão. Porém, Deus é o verbo (lógos) e a própria razão, pela qual o homem acredita antes de experimentar, e experimenta antes de acreditar Pois assim é toda a Ciência, desde os tempos mais distantes da nossa civilização. A ciência vem de Deus, que a nós e tudo criou para que tivéssemos vida e enxergássemos a Luz.

Versículos 6-8:

Assim como João, o Batista, houve muitos que desceram a Terra, para que descem testemunho da Luz. Passado tanto tempo, o homem já não enxerga, porque cego pela própria sombra do orgulho, fez-se (assim acredita) acima da Luz que só enxergamos, se humildes formos e a Luz estiver acima de nós.

Versículos
9-?:

A beleza do cristianismo é crer em um Deus que se fez homem, e habitando entre nós, concedeu-nos a Graça, mesmo que o mundo não o tenha conhecido e aceite. Deus deu a todos od homens, em nome de seu filho Jesus Cristo, que pudessem ver a Deus por sua presença e graça.

Ex Comentaribus

É-se de notar que Deus, segundo o livro da Gênese, criou a Luz, para só depois criar o dia e a noite. Portanto, a Luz primeva não corresponde à luz que enxergamos proveniente do Sol e da Lua(por reflexão). A Luz verdadeira, a que inicia a criação apresenta-se-nos como o Amor que sentimos pelo próximo, pela Fé que ilumina o coração e pela Caridade que aquece o peito quando auxilia os necessitados.

Ex Comentaribus

Existe uma beleza que o homem produz pelas artes e ofícios e a beleza que Deus próprio pôs no mundo.

Versículos
19-28:

Primeiro, se a fama de João foi até Jerusalém, certamente, muitos afluiam a João, para que fossem purificados, de maneira que as autoridades sacerdotais, responsáveis pelos rituais e costumes, o interrogassem em nome de quem, batizava, João, toda aquela gente. Percebendo a importância da visita, João diz que não é o messias. Depois nega ser Elias, pois Elias precederia a vinda do Messias; também não se considerava profeta, mas um homem sem nada para ensinar, pois era "a voz que clamava no deserto". Portanto, João diz que batiza com água, que é um ritual simples de purificação praticado por seus adeptos. A missão de João era da testemunho da Luz.
Quantos em nosso tempo diriam que eram o messias, pois salvariam a humanidade no fim dos tempos, que eram Elias, pois entrar no céu em uma carruagem de fogo é um espetáculo digno de sua vaidade e não da graça de Deus que a concedeu a Elias; e diria profetizar, pois Deus falaria com ele intimamente, revelando seus desígnios para a humanidade por meio de sua ligação privilegiada com o Criador. Quantos, hoje em dia, não são assim: Senão o messias, ao menos um profeta? Quantos de nós não quereríamos ser especiais não para Deus, mas para os outros homens? Sermos admirados? Sermos invejados? João, embora desse testemunho do messias, definiu-se como um homem simples, que batiza o homens com água e não com o fogo do Espírito Santo, como haveria de fazer o Cristo. Ainda diz que não é digno nem sequer de desatar-lhe as sandálias. Pois, essa tarefa cabia aos somente aos escravos, portanto, João era o mais humilde dos profetas.